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Antibióticos - Penicilina G
28 ago 2008
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Antibióticos - Penicilina G
Conceitos básicos
É uma penicilina natural
É rapidamente eliminada pelo organismo em cerca da 4 horas
Mecanismo de ação:
Liga-se às proteínas ligadoras de penicilinas (PBPs)
Inibem a síntese da parede celular das bactérias, causando sua lise osmótica
Espectro de ação
A penicilina G é ativa sobre bactérias:
Gram-positivas
Cocos gram-negativos
Espiroquetas
Actinomicetos
Apresenta elevada potência sobre:
Anaeróbios:
Exceto para o Bacterióides fragilis
Estreptococos do grupo A
Meningococos
Estafilococos não-produtores de beta-lactamases
Gonococos
Pneumococos sensíveis
Treponemas
Clostrídios
Estreptococos do grupo viridans
A penicilina G NÃO atua sobre:
Bacilos gram-negativos
Mycoplasma
Legionella
Chlamydia
Ureaplasma
Enterococos
A penicilina G é efetiva em associação com a gentamicina (aminoglicosídeo)
Resistência e tolerância
Bacilos anaeróbios gram-negativos:
A penicilina G não ultrapassa a parede celular destes germes
A penicilina G é impedida de se ligar ao seu receptor (PBPs)
Bacilos gram-negativos, produtores de beta-lactamases:
Espécies de Proteus
Enterobacter
Escherichia coli
Klebsiella
Bacteroides fragilis:
Produtor de beta-lactamase
Mycoplasma e o Ureaplasma:
Não possuem parede celular
Chlamydia e Legionella:
Possuem localização intracelular
A penicilina G não se concentra no interior de células
Há resistência adquirida à penicilina é observada nos:
Staphylococcus aureus
Estafilococos coagulase-negativos
Estreptococos beta-hemolíticos dos grupos A, B, C e G:
Não apresentam resistência à penicilina G
A resistência entre os estreptococos do grupo viridans é rara
Farmacocinética e metabolismo
Absorção
A penicilina G cristalina é instável em meio acentuadamente ácido ou alcalino
É estável e aumenta sua atividade antimicrobiana em meios ligeiramente ácidos
Estes meios são comuns nos processos inflamatórios
Por via intramuscular (IM), a penicilina G cristalina:
É rapidamente absorvida
Atinge níveis sangüíneos máximos em cerca de meia hora
Quando houver necessidade de concentrações mais elevadas, utiliza-se, a via intravenosa (IV)
Por via IV, somente se usa a penicilina cristalina
É uma via reservada para os casos graves
Difusão e metabolismo
Se distribui amplamente pelos tecidos e líquidos orgânicos
Atravessa a barreira hematoencefálica normalmente, mas:
É rapidamente eliminada do líquor por mecanismos de transporte ativo
As penicilinas G procaína e benzatina não proporcionam concentrações adequadas no líquor
Atravessa a barreira placentária
Atinge concentração idêntica à materna em cerca de 12 horas
Não é capaz de atravessar a membrana plasmática, sendo inativa no interior das células
É pouco metabolizada pelo fígado
É inativada em exudatos purulentos
Eliminação
É excretada rapidamente, principalmente por via renal - secreção tubular na sua maior proporção
Nos pacientes com insuficiência renal grave:
É necessário o ajuste na administração da penicilina G cristalina
É pequena a sua eliminação pelo leite materno
Interação medicamentosa
Substâncias que podem provocar elevação do nível sangüíneo da penicilina G:
Probenecida
Fenilbutazona
AAS
É inativada quando em contato com soluções:
Marcadamente ácidas ou básicas
Vitaminas do complexo B e vitamina C
Indicações clínicas
Penicilina G benzatina:
A penicilina G é indicada principalmente nas infecções por:
Bactérias gram-positivas
Treponemas
Clostrídios
Neisseria
Principal indicação terapêutica da penicilina G benzatina:
Sífilis não-neurológica e de outras treponematoses
Seu uso profilático é recomendado em pacientes que sofreram de febre reumática
A penicilina G benzatina NÃO deve ser utilizada no tratamento da:
Erisipela
Pneumonia
Gonorréia
Feridas traumáticas
Profilaxia do tétano
Nestas situações, os níveis séricos e tissulares são baixos e insuficientes
A penicilina G procaína:
Infecções estreptocócicas de média gravidade, como a escarlatina
No tratamento da pneumonia pneumocócica comunitária
As infecções genitais (uretrite, cervicite) causadas por gonococos sensíveis
Penicilina G cristalina:
É empregada no tratamento de:
Infecções estreptocócicas graves causadas pelos estreptococos do grupo A
Meningoencefalite
Sepse
Endocardite
Erisipela bolhosa (sobretudo nos idosos ou no diabético descompensado)
É a apresentação mais indicada para o tratamento da sífilis congênita
Penicilina G associada aos aminoglicosídeos é opção para o tratamento de:
Infecções puerperais por estreptococos anaeróbios ou do grupo B
Infecções genitais por clostrídios
Pneumonias por aspiração
Abscesso pulmonar
Penicilina G associada aos aminoglicosídeos e oxacilina é indicada no tratamento de:
Celulites e fascites necrotizantes por traumatismos ou por anaeróbios e estreptococos
Infecções estafilocócicas comunitárias:
A penicilina G não é mais recomendada - produção de beta-lactamases
É recomendado o uso de:
Penicilina resistente à penicilinase (oxacilina)
Ou cefalosporina de 1a. geração
Na difteria é adotada a penicilina procaína
Efeitos adversos
A penicilina G é um dos antibióticos mais seguros em uso clínico
Apresenta uma toxicidade bem reduzida
Pode ser empregada em gestantes pois não é nociva ao feto ou mesmo lactentes
Pode provocar efeitos:
Hipersensibilidade
Irritativos
Superinfecção
Alérgicos
Tóxicos
Disponibilidade
Penicilinas G cristalina, procaína e benzatina - RENAME
Penicilina G cristalina
Apresentação genérica - Benzilpenicilina potássica
Especialidade farmacêutica - Pencil P - Prodotti
Penicilina G procaína
Especialidade farmacêutica - Despacilina G - Bristol-Myers Squibb
Penicilina G benzatina
Especialidade farmacêutica - Benzetacil - Eurofarma
Referências
Antibióticos e quimioterápicos para o clínico, editor Walter Tavares [et al.], 1 ed., Editora Atheneu, 2007
Farmacologia: básica & clínica / editoria de Bertram G. Katzung, 9ª ed.,Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005
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