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Nódulo tireoidiano, Investigação do
28 ago 2008
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Investigação do nódulo tireoidiano
Conceitos básicos
O nódulo tireoidiano:
É uma situação muito comum na prática clínica
É o distúrbio endócrino com maior prevalência na atualidade
Pode ser percebido por palpação da região cervical ou por exame de imagem
Nódulos benignos e câncer da tireóide:
Em 95 por cento dos casos o câncer da tireóide se manifestam por meio de nódulo ou massa informe na tireóide
O crescimento dos linfonodos do pescoço é o primeiro sinal de malignidade
Os demais sinais de malignidade: metástases para os pulmões ou ossos
Os nódulos tireoidianos são mais comuns em mulheres
A relação entre os sexos é de 4:1
Ao contrário do nódulo da tireóide o carcinoma é um distúrbio raro
Etiologia
Distúrbios benignos que podem levar à formação de nódulos na tireóide:
Tireoidite crônica
Área dominante de bócio multinodular
Cistos da tireóide, paratireóides ou ducto tireoglosso
Agenesia de um lobo da tireóide
Hiperplasia ou fibrose de tecidos remanescentes de uma cirurgia
Hiperplasia de tecidos remanescentes do tratamento com iodo radioativo
Adenomas benignos
Diferenciação entre lesões malignas e benignas
Anamnese:
Sugerem benignidade:
História familiar de bócio
Residir em área endêmica
Sugerem malignidade:
História familiar de câncer medular
Crescimento recente da tireóide
Rouquidão
Disfagia ou obstrução
Exposição à radiação ionizante
Exame físico:
Sugerem benignidade:
Idade avançada
Sexo feminino
Nódulos macios
Bócio multinodular
Sugerem malignidade:
Crianças
Adultos jovens e homens
Nódulo solitário ou dominante nitidamente diferente do restante
Paralisia das cordas vocais
Crescimento de linfonodos
Suspeita de metástases
Exames laboratoriais:
Sugerem benignidade:
Títulos séricos elevados de auto-anticorpos tireóideos - tireoidite crônica
Sugerem malignidade:
Concentração sérica elevada de calcitonina
Níveis séricos elevados de tireoglobulina depois de tireoidectomia indica doença metastática
Exames de imagem:
Podem ser utilizados para determinar se os nódulos são quentes ou frios
Nódulos quentes: captam mais iodo radioativo
Nódulos frios: captam menos iodo radioativo
Sugerem benignidade:
Presença de nódulos quentes
Presença de lesão puramente cística à ultra-sonografia
Sugere malignidade:
Presença de nódulos frios
Biópsia por agulha (PAAF)
Permite classificar os nódulos tireoidianos em:
Nódulos Malignos
Neoplasias foliculares
Nódulos benignos
Microcarcinoma tireoidiano
Ultra-sonografia (US)
A evidência de nódulo com diâmetro menor que 8mm:
Nódulo benigno, não fazer PAAF
Em caso de diâmetro entre 8 a 15mm e sem sinais de malignidade:
Não fazer PAAF
Em caso de diâmetro maior que 15mm (sólido)
Realizar PAAF
Microcalcificações
Sua presença sugere malignidade
Halo periférico:
Ausência de halo ao redor do nódulo é indicativo de malignidade
Contorno:
Irregularidades no contorno do nódulo sugerem malignidade
Fluxo:
Aumento do fluxo intranodular sugere malignidade
Classificação quanto à possível malignidade:
Grau I: benigno
Nódulo cístico, arredondado e com paredes lisas
Grau II: benigno
Misto: parte sólida maior que a líquida
Sólido:
Iso ou Hiperecóico
Com ou sem calcificação grosseira
Com ou sem componente líquido
Restante da tireóide com textura heterogênea
Com ou sem outros nódulos (sólidos, císticos ou mistos)
Grau III: indeterminado
Nódulo Sólido, iso ou hiperecóico, único em glândula homogênea
Nódulo Sólido – hipoecóico
Nódulo Sólido, com área central líquida
Cisto com tumor parietal
Grau IV: malignidade
Nódulo sólido
Hipoecóico
Contorno irregular
Com microcalcificações
A biópsia por PAAF
O resultado da biópsia por PAAF pode ser:
Nódulo maligno
Neoplasia folicular
Nódulo benigno
Microcarcinoma tireoidiano
Insatisfatório - repetir o exame
Caso o nódulo seja maligno:
Encaminhar para cirurgia
Caso o nódulo seja benigno:
Em caso de nódulo atóxico, com T4L normal:
O paciente pode ser acompanhado, principalmente quando o nódulo for maior que 3cm
Em caso de nódulo tóxico, ou seja, com tireotoxicose:
Dose terapêutica de iodo radioativo, para nódulos maiores de 15mc
Injeção de Etanol
Tireoidectomia parcial
No caso de microcarcinoma tireoidiano:
São tumores menores que 1cm
Cerca de 13 por cento das necropsias (USA) tem um microcarcinoma tireoidiano
Perfil molecular é semelhante a outros tumores
Tratamento: a conduta atual é operatória (apesar de toda controvérsia)
Indicação de Tireoidectomia
Quando houver forte suspeita clínica, mesmo com ultra-sonografia e citologias não conclusivas em casos de:
Pouca mobilidade
Consistência pétrea
Diâmetro maior que 4cm
Presença de sintomas compressivos
História de irradiação prévia
História familiar de carcinoma medular
Sinais de malignidade na ultra-sonografia, em caso de nódulo:
Sólido
Com contorno irregular
Com microcalcificações
Sem halo periférico
Nódulo hipoecóico, com aumento do fluxo ao Doppler
Nódulo com diâmetro maior que 15mm, principalmente quando associado a uma citologia duvidosa
Citologia com laudo de suspeita de malignidade
Mesmo sem outras evidências (ultra-sonografia ou aspectos clínicos) deste diagnóstico
Referências
Endocrinologia básica e clínica, editores Francis S. Greenspan, David G. Gardner, 7a. ed, 2006
Aula
sobre Avaliação clínica do nódulo Tireoidiano, Prof. Gilberto Miranda
Barbosa, Professor adjunto IV, Disciplina de Endocrinologia da
Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense, Maio de 2008
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