SaúdeNEWS
Localizar no site:
Início
Anti-histamínicos, Farmacologia dos
28 ago 2008
Acesse o mapa:
Farmacologia dos anti-histamínicos
Conceitos básicos:
Os efeitos da histamina podem ser reduzidos através da ação de:
Antagonistas fisiológicos (adrenalina)
Inibidores da liberação
Antagonistas dos receptores histamínicos
Antagonistas fisiológicos:
A adrenalina atua sobre o músculo liso de forma opostas á ação da histamina
A injeção de adrenalina pode salvar a vida do paciente em casos de anafilaxia sistêmica
Na anafilaxia sistêmica há liberação maciça de histamina
Inibidores da liberação
Reduzem a desgranulação dos mastócitos desencadeada imunologicamente por uma interação antígeno-IgE
Antagonistas dos receptores histamínicos:
São drogas que antagonizam competitivamente os efeitos da histamina
Podem ser antagonistas competitivos reversíveis H1 e H2
Anti-histamínicos H1
Podem ser divididos em anti-histamínicos de 1a. geração e de 2a. geração
Efeitos não relacionados ao bloqueio dos receptores histamínicos:
Sedação:
É um efeito comum aos antagonistas H1 de 1a. geração
Nas doses habituais algumas crianças podem experimentar excitação no lugar de sedação
Antagonistas H1 de 2a. geração não apresentam ação sedativa ou estimulante
Ações antinauseantes e antieméticas:
Antagonistas H1 de 1a. geração podem prevenir a cinetose
Efeitos antiparkinsonismos:
Em virtude de seus efeitos anticolinérgicos alguns antagonistas H1 possuem efeitos sobre os sintomas do parkinsonismo
Ações anti-receptores colinérgicos
Muitos fármacos de 1a. geração exercem efeitos atropiniformes sobre receptores muscarínicos periféricos (boca seca)
Ação bloqueadora dos receptores adrenérgicos
Podem causar hipotenção ortostática em indivíduos sensíveis (prometazina)
Ação bloqueadora da serotonina
Antagonistas dos receptores H1 de 1a. geração podem apresentar acentuados efeitos bloqueadores dos receptores da serotonina
A principal droga desta categoria é a cipro-heptadina
Anestesia local:
Muitos antagonistas H1 de 1a. geração são potentes anestésicos locais
A difenidramina e a prometazina são mais potentes que a procaína como anestésicos locais
Anti-histamícos de 1a. geração:
Carbinoxamina (Clistin)
Dimenidrinato (Dramamine)
Difenidramina (Benadryl)
Doxilamina
Pirilamina (Neo-Antergan)
Tripelenamina (PBZ)
Hidroxizina (Atarax)
Ciclizina (Marezine)
Meclizina (Bonine)
Bromofeniramina (Dimetane)
Clorferiramina (Chlor-Trimeton)
Prometazina (Phenergan)
Cipro-heptadina (Periactin)
Anti-histamícos de 2a. geração:
Fexofenadina (Allegra)
Loratadina (Claritin)
Cetirizina (Zyrtec)
Usos clínicos
São drogas utilizadas na prevenção e no tratamento das reações alérgicas
Podem ser empregados no tratamento da rinite alérgica e urticárias
Na asma os antagonistas dos receptores H1 são pouco eficazes
Os anti-histamínicos H1 são eficazes em aliviar os sintomas da rinite e conjuntivite:
Espirros
Rinorréia
Prurido dos olhos, nariz e garganta
Os antagonistas H1 atuam juntamente com a epinefrina no tratamento da anafilaxia sistêmica ou angioedema grave
Os anti-histamínicos H1 são também efetivos no tratamento da:
Urticária aguda
No prurido da dermatite atópica ou de contato
Alguns anti-histamínicos podem ser empregados no tratamento da cinetose, tais como:
Dimenidrinato
Ciclizina
Meclizina
Prometazina
Porém a escopolamina é mais eficaz contra os enjôos provocados pelo movimento
Efeitos adversos:
São mais proeminentes nos anti-histamínicos de 1a. geração que cruzam a barreira hematoencefálica, causando sedação
Alguns anti-histamínicos H1 têm propriedades anticolinérgicas, tais como:
Secura na boca
Retenção urinária
Disúria
Os anti-histamínicos de 2a. geração não penetram o sistema nervoso central (SNC) não apresentando efeitos antimuscarínicos
Como os anti-histamínicos de 2a. geração não atuam no SNC são os fármacos de escolha para o tratamento de alergias
Anti-histamínicos H1 de 1a. geração não devem ser indicados na gravidez e nas lactentes
Anti-histamínicos H2
São utilizados para inibir a secreção gástrica
As principais drogas são a cimetidina e a ramitidina
Anti-histamínicos H3 e H4
Ainda não foram aprovados para uso clínico
Referências
Goodman & Gilman: As bases farmacológicas da terapêutica, 11 ed., 2006
Farmacologia básica e clínica, editor Bertram G. Katsung, 2005
Tags:
An
Navegação
Conteúdo popular
Posts recentes
Site index
Leitor de feeds
Today's popular content
Síndrome de Cushing
(14)
Neuropatias associadas com gamopatias monoclonais
(11)
Medicina legal - Lesões por ação contundente
(11)
Tylex®
(11)
Neuropatia motora multifocal
(10)
Hipertireoidismo e tireotoxicose
(10)
Anatomia das vias biliares extra-hepáticas
(9)
Antibióticos - Piperacilina
(9)
Leucograma
(9)
Medicina legal - Identidade e identificação
(8)
1
2
3
4
5
…
próximo ›
fim »
more
Login do usuário
Usuário:
*
Senha:
*
Solicitar nova senha